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Notícias

01/07/2010
Alimentação do Brasileiro

Fonte: www.controlare.com.br
Por: Fabiana Scagioni

A correria das grandes cidades tem provocado mudanças significativas nos hábitos alimentares da população brasileira nos últimos anos. Trocou-se a hora do almoço em casa pelo famoso prato feito (PF), pela comida no peso dos self-services e pelos sanduíches dos fast-foods. 

As alterações no perfil alimentar dos brasileiros têm ligação com as transformações econômicas, sociais e demográficas que aconteceram no País nas últimas décadas. Em um Brasil mais urbano e com grandes exigências de cumprimento das jornadas profissionais, as pessoas dispõem de menos tempo para realizar suas refeições. 

A mesma industrialização que encurtou ou acabou com o horário para o almoço caseiro trouxe uma nova concepção de gêneros alimentícios. A modernização favoreceu o aumento do comércio de alimentos industrializados. Esses produtos são de fácil acesso e têm seu consumo incentivado pela mídia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem, em sucessivos informes anuais sobre a situação mundial da saúde, alertando países e seus governantes sobre a extrema gravidade da escalada mundial das doenças crônicas incluindo, em particular, aquelas associada à alimentação inadequada e à inatividade física, como a obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes. Por mais paradoxal que possa parecer, a velocidade de crescimento dessas doenças tende a ser ainda maior nos países em desenvolvimento e, dentro desses, entre os setores mais pobres de suas populações, indicando que essas doenças, tanto quanto a fome, desnutrição e carências nutricionais, são expressões de insegurança alimentar.

No Brasil, como em grande parte dos países, a alimentação cotidiana cada vez mais se baseia no consumo excessivo de alimentos muito calóricos, ricos em açúcares, gorduras, sal e aditivos e, também, pobres em vitaminas, sais minerais e fibras. O consumo de legumes, verduras esta cada vez menor.

Nos últimos 30 anos, como as Pesquisas de Orçamento Familiar (POF), demonstram que cresceu o consumo de comidas industrializadas ricas em gordura, sal e açúcar, ao mesmo tempo em que houve redução no consumo de raízes, legumes, verduras, tubérculos e frutas. 

O prato de comida dos brasileiros contém pouquíssimos nutrientes. Segundo uma pesquisa realizada em todo o país, há vitaminas essenciais que são consumidas em quantidade insuficiente por 99% da população. É o caso das vitaminas D e E, que são encontradas naturalmente nos alimentos. 

O cálcio, por exemplo, não está presente nas quantidades necessárias na alimentação de 90% dos brasileiros. A lista dos nutrientes em falta continua com a vitamina K (81%), a vitamina C (80%), o magnésio (80%) e a vitamina A (50%). A ausência desses dois nutrientes provoca problemas graves de saúde.

 

Estes problemas podem ser minimizados o brasileiro voltar a incluir verduras, legumes e frutas em sua dieta habitual. Na dúvida consulte um médico ou nutricionista.

 

Fontes:

http://www.universia.com.br

http://www.reporterdiario.com

http://www.saudeesportiva.com.br

http://www.mds.gov.br

 

 

 

 

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